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O Ori-Estarreja - Clube de Orientação de Estarreja iniciou as suas actividades em Março de 1992, como secção do Clube Desportivo de Estarreja. Nessa época, fruto da renovação que o CDE (Clube Desportivo de Estarreja) apresentava, um grupo de amigos entendeu dar corpo ao ideal do Capitão Augusto Almeida e desbravar caminho para a implantação da modalidade na região. Em boa hora esses homens e mulheres (Jorge Morgado, Maria do Céu, Anabela Oliveira, Rosa Pontes, Manuel Tavares, Sallete Marques, Altino Silva, e muitos outros) se lançaram em tal tarefa social pois a adesão foi grande e muitas boas vontades se aliaram ao processo.
O espectacular desenvolvimento da modalidade em Estarreja, baseado numa estratégia clara de progressão técnica e massificação dos praticantes, levou à necessidade de dotar o grupo de atletas estarrejenses de autonomia; assim, em 19 de Fevereiro de 1996 foi formalmente criado o Clube. Nasceu assim o primeiro clube em Portugal cuja actividade principal é a Orientação.
Nesta época já o grupo de cidadãos que na partida, recebe um mapa onde estão marcados pequenos círculos que correspondem a pontos de controlo, materializados no terreno pelas "balizas", que estão acompanhadas de um pequeno picotador era de largas dezenas numa mescla quase perfeita de jovens e adultos, de homens e mulheres. Rapidamente o Clube ultrapassou a centena de praticantes regulares e se transformou no maior clube nacional.
Tal como é apanágio da Orientação, também o Ori-Estarreja soube escolher estratégicamente o seu itinerário entre cada ponto de controlo (objectivo estruturante)! Cada objectivo alcançado foi uma meta e, simultaneamente, a partida para um novo desafio. Tal como o praticante que cruzando prados, ribeiros e florestas, sentindo-se parte integrante do espaço que percorre... numa velocidade de movimento que tem que ser acompanhada por velocidade de raciocínio para ler o mapa e interpretar a relação mapa / terreno e ponderar sobre as várias opções de itinerário e... decidir! também o clube cresceu, implantou-se, e continua firme no rumo traçado.
Numa terra de província (sem população ou infraestruturas comparáveis às grandes cidades, mas com gente e apoios) o Clube foi capaz (orgulhosamente) de implantar um "Desporto desconhecido".
O Clube é enquadrado por dezenas de técnicos com formação da FPO (Federação Portuguesa de Orientação): Treinadores, Cartógrafos, Supervisores e Traçadores de Percursos.
A actividade desportiva do Clube, nos seus 18 anos de actividade, salda-se por um conjunto tão vasto quão rico de bons resultados que seria fastidioso enumerá-los todos. Poderão consulta-los na secção "Títulos".
É regular a chamada à Selecção Nacional de atletas do Clube!
Fácil é identificar no trabalho já desenvolvido pelo Clube (normalmente apoiado mas nem sempre reconhecido), feito com amor e amizade, factores de extraordinária valia social:
- Prática desportiva regular (enquadrada e controlada) a mais de meia centena de pessoas; - Respeito pela Natureza, especialmente a Floresta; - Vivência em grupo de uma forma de vida sadia (com óbvia acção no comportamento cívico, na auto-disciplina, na solidariedade, etc); - Prevenção das "pragas" sociais;
Mover tamanha massa humana para as provas em que o Clube participava tornou o sonho de ter um autocarro uma realidade. Com 18 anos de actividade o Clube mudou de autocarro 2 vezes. Certamente caso único na Orientação mundial. Ao nível de organização de provas somos um Clube referência e pioneiro. Organizámos por diversas vezes Campeonatos Nacionais em diversas distâncias/disciplinas: - Média (antiga Curta) - Longa (antiga Clássica) - Ultra-Longa - Estafetas Falta-nos apenas a organização de um Campeonato de Sprint.
Organizámos um Campeonato Ibérico e por duas vezes a prova rainha do Calendário Nacional, o Portugal "O" Meeting (2000 e 2007), tendo este último o recorde de participantes numa prova da Taça de Portugal (1600 atletas).
Organizámos o primeiro evento de verão em Portugal ("5 Dias da Ria"-2003) bem como o segundo e desta feita com 6 dias (Portugal "O" Summer-2009).
Os Corpos Sociais do Clube continuam empenhados em lutar e trabalhar pelos ideais do Clube. Mas os apoios a tão vasta obra continuam a ser escassos para gerir o quotidiano e, há que assumi-lo, não aceitamos não ter futuro:
- Possuir uma Sede social, onde possam reunir, treinar e ministrar as acções de formação; - Manter os atletas equipados; - Manter as actividades desportivas e de formação a custos reduzidos sobretudo aos jovens; - Continuar a participar em todas as competições nacionais e em algumas internacionais.
Caro Amigo: É assim que "Por uma Juventude (mais) sã na Natureza (mais) limpa", vive e luta o Ori-Estarreja.
Obrigado pelo seu interesse.
A Equipa do Ori-Estarreja
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